quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dane-se tudo o que pensam. Eu vou representar o MEU som!







Ei você, regueiro, defensor da música jamaicana, defensor de estilos que derivam do reggae. Ei você, você mesmo. Tem algum tipo de vergonha de falar qual é o seu estilo de música preferido por causa do preconceito do ser humano? Se você tem, de coração vou te dar 4 principais motivos pra que a partir de hoje não tenha nenhum tipo de vergonha e pelo contrário EXPRESSE CADA VEZ MAIS O SEU AMOR PELO SEU ESTILO MUSICAL, seja ele qual for, não necessariamente jamaicano, mais qualquer outro estilo. Porque o que vale é você estar feliz e se sentir bem consigo mesmo.
Motivo 1- Nenhum ser em qualquer circunstânicia que ele esteja tem direito de se meter em sua vida desde que você não esteja fazendo nada de errado, portanto, ouça aquilo que te faça bem e não o que a sociedade te impõe. Motivo 2- Se você pode ouvir o som que te faz bem, não precisa esconde-lo, não é mesmo? Então se liberte de modinhas, do que a sociedade dita e vai enfrente. Escute sem medo! Motivo 3- Se você não tiver opinião por você mesmo, quem mais haverá de ter? Ninguém não é mesmo. Então tenha opinião própria, tenha atitude e mostre para o mundo as coisas que te fazem bem para que outras pessoas possam se sentir bem, assim como você. Motivo 4- Agora vamos falar um pouco sobre o reggae e seus derivados estilos. Reggae, surf music, Dub, Ragga, Ska. Tu curte? Mas curte mesmo? Mesmo que for apenas algumas músicas. Escute-as sem medo e indique para seus amigos e familiares também escutarem. A música jamaicana, assim como a brasileira, agrada a diversas gerações. Pelo mundo inteiro podemos observar desde crianças até idosos dançando, cantando e se divertindo com a música jamaicana. Então galera espero que essa vergonha que alguns de vocês sentem passe e que cada vez vocês possam aproveitar mais e mais cada momento de suas vidas com o som que gostam. Um beijo pra vocês, e até a próxima. JAH BLESS YOU!!!

Brasil Jamaicano. Como?

Brasil Jamaicano. Como?

Meu nome é Raquel Braga, sou estudante, natural de São Paulo, fã, incentivadora, apreciadora e defensora da cultura jamaicana. Decidi fazer esse blog para discutir a importância que a cultura jamaicana vem fazendo sobre a cultura brasileira, principalmente através da música.
Num dos capítulos mais vergonhosos da história mundial, cerca de 400 milhões de Africanos foram arrancados de seu continente para trabalhar como escravos na Europa e nas Américas.
Essa mão de obra barata e qualificada foi de extrema importância para a Jamaica. A ilha recebeu sua primeira leva de escravos em 1509, quinze anos depois de ser descoberta por Cristóvão Colombo - a população indígena nativa tinha sido dizimada em poucos anos. Os novos moradores chegaram trazendo cultura e cânticos próprios.
Do cruzamento de sua música com as tradicionais canções piratas nasceu à primeira identidade musical da Jamaica O MENTO.
A Jamaica escuta mento associado ao calipso e às steel drums de Trinidad; a turma mais jovem prefere escutar rhythm´n´blues americano, captado por rádios de alta potência. Os clubes populares por sua vez, promovem bailes com big bands nativas - em que se destacam o trombonista Dom drummond, e o guitarrista Enerst Ranglin - trazendo um repertório com muito Duke Ellington, Glen Miller e outros sultões do swing.
Neste cenário marcado pela diversidade musical fermentam as mudanças que sacudiram a Jamaica, a primeira delas ocorreu na metade dos anos 50, patrícios mais espertos trocam as bandas pela música mecânica. Nome de dois deles: Clement Coxsone e Dodd Duke Reid, donos dos primeiros sound systems (uma espécie de discoteca ambulante). O repertório de suas festas é regado pelos melhores sons do rhythm´n´blues dos EUA. Quem tem os discos mais raros ganham a preferência do povão. Houve muito branquinho (leia-se Chis Blackwell, futuro patrão de Bob Marley) ganhando um bom dinheiro com viagens aos Estados Unidos à cata de vinis raros de cantores americanos. Um caso parecido com o que acontece hoje no Maranhão (capital nacional do reggae) que tem seu mercado marcado pelas radiolas.
Duke Reid e Dodd tornam-se donos de estúdios na Jamaica, no caso de Dodd ele funda o Studio One, celeiro dos maiores artistas de reggae de todos os tempos.
Pelo Studio One passaram Bob Marley & The Wailers, Burning Spear, Dennis Bronw e até os gordinhos do Inner Circle
A partir dessas mudanças no estilo de musica local, surgiu um ritmo chamado SKA que nada mais é do que uma pajelança dos estilos musicais que embalavam a Jamaica.

E caso você goste de lendas, eis a melhor delas para justificar o nascimento do Reggae: houve na Jamaica um verão escaldante e, com pena do povo que se desidratava ao dançar, os músicos decidiram aliviar e tocar o ska mais devagarzinho. Nascia assim uma música que iria ganhar o mundo: O Reggae!

E como o reggae ganhou o mundo, consequentemente a Jamaica acabou o ganhando também. Então siga o raciocínio. Se a Jamaica ganhou o mundo com o reggae, o Brasil faz parte do mundo então a Jamaica ganhou também o Brasil. Ah gostaram né? Gostaram mais ainda porque vocês gostam de reggae, e também da Jamaica. Porque se não gostarem o blog está aberto a críticas também. Alias o blog está aberto a críticas, sugestões, novidades, elogios e a tudo o que vocês leitores têm direito.

O reggae acabou conquistando o Brasil por ser um ritmo alegre, que fala de coisas do povo, assim como os ritmos brasileiros, o reggae é um ritmo feito para quem sabe apreciar uma boa música, e dançar com ela, seguir ela e fazer ela como um estilo de vida e gostos e passar isso de geração em geração.

Espero que gostem um beijo no coração brasileiro jamaicano ou jamaicano brasileiro de cada um de vocês.

JAH BLESS YOU!

Bibliografia: WWW.surforeggae.ig.com.br/reggae_hitoria.asp

WWW.mtv.com.br/jamaica